Uma vez lhe disse que amor se era fraqueza, que não me importava se um ente meu querido estivesse numa maca de hospital ou se tivesse se acidentado.
Chegou a um certo ponto no qual eu começei a sentir tudo aquilo que eu jurava não mais sentir por qualquer outra mulher. Afinal, até hoje apesar d’eu dizer a qualquer pessoa que eu superei o fim de meu último relacionamento, no fundo no fundo eu sei que não.
Na última gaveta de minha comoda, ainda guardo uma foto abraçado a minha última paixão, se o que eu sentia pela mesma tornou-se algo platónico eu não sei dizer.
Há pouco tempo ela voltou a me procurar, disse-me que estava péssima e que sentia saudades minhas, meu peito se encheu na hora e uma pequena ardência se fez presente nos meus olhos. Porém meu alterego fez com que a tratasse mal a ponto de dizer-lhe coisas para machucar-lhe a alma. E porra o que eu lhe dizia doía muitas mais vezes em mim.
Juntou-se o a paixão antiga ou princípio de uma nova, fazendo com que meu corpo estremecesse. Tinha medo de que tudo se repetisse outra vez. Pegá-la na cama com meu irmão não foi fácil, escutá-la dizer não me amava se foi pior ainda.
Talvez, como meu pai me disse eu tinha sido cobarde em não puxá-la desnuda do corpo de meu irmão e dar-lhe umas boas bofetadas. Afinal, como meu próprio pai disse “galdérias merecem tratamentos de galdérias”.
Então, permiti-me apenas me viciar em leituras e trabalhos, até que surgiu-me minha nova paixão. Eu não esperava por ela. Geralmente, não são os homens a esperar por uma paixão a janela.
Mas foda-se o decoro, foda-se todo este machismo que eu tenho de ter como uma camuflagem. Esta nova paixão, permitiu-me que eu fosse apenas eu mesmo, sem mas.
Contudo, eu não aproveitei, eu achei que eu não a merecesse, eu começei a me distanciar a ponto de que quando tentei relevar tudo que sentia por ela já se era tarde.
Eu nunca acreditei em contos de fadas, mas foi como se fosse um, às 15:30 eu vi em minha timelime que ela estava em uma relacionamento sério com um gajo que de certo deu mais valor a ela do que eu.
Hoje, limito-me apenas a perceber de que ela era a fraqueza que eu precisava de ter e não soube aproveitar.