Um brinde a nossa luta feminina de cada dia


Há quem diga que mulher só se é mulher se estiver um homem a seu lado. Por muito tempo, limitava-se o que devíamos ou não fazer. Há mulheres que tiveram seus grandes feitos condecorados aos homens. Não que hoje em dia, seja totalmente diferente, contudo cada vez mais temos batalhado por nossos espaços, não que seja algo simples, afinal nossa luta se é diária.  

“Não se nasce mulher, torna-se”. (Simone de Beauvoir)

Já se escutou muito por ai “isso não se é coisa de menina” ou “isso serve apenas aos homens”. Quantas meninas com seus sonhos tidos como piadas?! Quantas meninas queriam fazer algo grandioso não puderam o fazer?! O machismo se é enraizado em nós desde a nossa infância, por mais que em alguns casos nos seja difícil admitir, já fomos muito machistas.

 “Sair deste meio machista, não se é simples porém se é libertador.”

Raramente, para não se dizer quase ninguém, pensa em ofertar uma bola de futebol ou uma espada Star Wars às meninas, de pronto pensam nas bonecas de pano ou nas miniaturas de eletrodomésticos. Perceba-se que na atualidade, temos autênticas e maravilhosas jogadoras de futebol e engenheiras mecânicas. Ou seja, elas fazem o “produto” e não mais são usadas por eles.

 “Onde não puderes amar não te demores.” (Eleonora Duse / Frida Kahlo)

Como já dizem por ai “eu não me Kahlo” e não devemos nos calar, há muita gente “amenizando” as causas e consequências de um relacionamento abusivo. Primeiro, jogam culpa na vítima – no caso a mulher – como: “ah, se tivesses sido boa esposa isso não tava a acontecer” ou “ah, em briga de casal não se mete a colher”, pois não se deve mesmo meter a colher e sim se deve meter logo a banca toda. De seguida, dizem que as consequências nem se foram tão graves, podia ter sido pior, e se quebras um braço não se é motivo para tanto estardalhaço.

A violência não se é apenas física em si, mais também verbal, psicológica. Não se há uma ordem exacta para cada uma se acontecer, apenas acontece ou de modo “homeopático” ou de modo concomitante, porém o modo se é o que menos importa.

“Numa sociedade que lucra com nossa insegura gostar de si mesma é um ato de rebeldia” (Pensamento feminista)

Quando se é mãe solteira, escuta-se imenso “ah, na hora de fazer foi bom, porque na hora de criar se é tão complicado?!” ou “ah, mas esta criança precisa de um pai” ou “ah, os 70€ que eu lhe dou ela usa em beneficio próprio”. Há momentos os quais a mãe se farta de explicar que apenas balança a cabeça/revira os olhos quando na verdade lhe apetece mesmo é dar um murro na cara.

Somos programadas para sermos mães, donas de casa que quando destoamos disso somos tachadas por loucas ou algo a mais. Na verdade, somos feitas para sermos o que bem quisermos, e se todo o nosso barulho tá a incomodar se é porquê estamos na direcção correta.


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