O amor ou o futuro? Quem sabe os dois.Quem sabe apenas um. Porque nem sempre os dois têm de seguir separados e nem sempre conseguem seguir unidos.
Não é a mais simples das escolhas.
Decidir trazer os dois lado a lado é talvez a mais difícil das tarefas. Nalgumas vezes o coração vai gritar, vai pedir por atenção, vai fazer doer. Outras vezes vai ser o futuro que está cheio de sonhos por realizar, que vai muito para além de uma cerca branca, com uma data de miúdos e alguém a quem chamar de “meu amor”. Não que isto signifique que não se possam realizar esses sonhos com alguém ao lado, apenas que vai ser tramada essa gestão de sentimentos.
No entanto, decidir separá-los é talvez a mais corajosa das tarefas. Exige a força necessária para se assumir que não dá. Para dizer agora não. Para gritar ao mundo, primeiro estou eu. Sim, porque decidir separar estes dois universos também exige amor, mas outro tipo, aquele que se tem porque quem realmente mais importa. Por nós.
Mas atenção, isso não significa que aquele amor não esteja à vossa espera no fim do caminho, apenas significa que aquele não é o momento.
Nestas coisas, não há fórmulas, não há soluções. Há uma balança.Que ora pesa mais para um lado,ora para o outro. Muito dificilmente encontrará o equilíbrio.
Mas então, o que se pode fazer? Mais ou menos o mesmo que se faz quando temos de atravessar a rua: Parar, Olhar e Escutar.
Parar para olhar para o nosso coração e escutar o que ele tem para nos dizer.
E a partir daí seguir, convictos das nossas decisões, sem nunca ceder aquele diabinho que de vez em quando vai aparecer no nosso ombro a incitar-nos a olhar para trás e ter pelo menos uma pequena visão daquilo que teria sido se a nossa escolha fosse a oposta daquela que tomamos.
É tempo de seguir em frente.