Desta vez, não demorei a atualizar esta rubrica que me é tão querida. A escolha das músicas foi um tanto complicada. Acho que embora Billie nos conquiste com a sua voz inigualável, com tenra idade, as músicas deixam-nos a divagar. Em todas, é possível encontrar um lado sombrio. Não que isso seja mau de todo. Contudo, sem mais demoras, vamos ao Top 6 de hoje! \o/
Billie Eilish é uma cantora e compositora norte-americana, com apenas 17 anos. Em 2016 lançou o seu primeiro single “Ocean Eyes” que tornou-se num sucesso viral. Em março deste ano, lançou o seu quinto álbum, intitulado como “When We All Fall Asleep, Where Do We Go?“.
1. Lovely
Lovely em parceria com Khalid, foi a primeira música da Billie Eilish que ouvi. Identifiquei-me imenso com a letra e umas tantas vezes, ouvi-a depois de uma ataque de pânico.
A letra concentra-se na tentativa de superar a depressão. Lovely trata a depressão com ironia, como se fosse algo bonito de se ver. Isto lembra-nos que as pessoas que mais nos fazem rir, são as que choram mais. As que mais nos parecem felizes, são as mais tristes. Nem tudo é o que parece e às vezes, não dar tanta importância às coisas, faz-nos sentir menos mal.
A depressão não é uma coisa bonita de se ver, nem de se sentir. A doença consegue deixar-nos mortos por dentro, ainda que queiramos sentir-nos vivos. Não há maneira de fugir ou de esconder. Ela penetra-se na nossa vida/mente e parece não querer sair nunca. Mas um dia ela sairá!
«But I know someday I’ll make it out of here, Even if it takes all night or a hundred years, Need a place to hide, but I can’t find one near, Wanna feel alive, outside I can’t fight my fear»
2. I love you
I love you é sobre não aceitar o fim de um relacionamento. Querer permanecer numa mentira, para que ambos fiquem infelizes numa relação que já terminou. Não é benéfico. Para nenhuma das partes! Às vezes, magoamos-nos muito mais ao prolongar um relacionamento que já terminou. Se é o fim, então deixemos que o seja. Haverá tempo para superar e finalmente seguir em frente. E acima de tudo, ninguém deve ficar preso a um relacionamento por pena. Onde não há amor só há dor. Não se deixem maltratar dessa forma. Asseguro-vos que a dor será passageira. Ela sempre termina.
3. Hostage
Pertencendo ao álbum don’t smile at me, Hostage revela um amor doentio e uma obsessão por alguém que amamos. É como se fossemos reféns dessa pessoa. Não é porque amamos que temos o poder/direito de o querermos só para nós. Infelizmente, há muitos amores doentios por aí. Um facto interessante das músicas da Billie é que sempre mostram um lado dark. Um lado sombrio que a maioria pode identificar-se. Quer isso seja bom ou não.
«I’ll build a wall, give you a ball and chain, It’s not like me to be so mean, You’re all I wanted, Just let me hold you, Like a hostage»

4. Listen before I go
Listen before I go insere-se no seu último álbum, nas últimas três músicas. As mesmas foram intencionadas a formar uma frase. Começando em “Listen before I go”, “I love you” e “Goodbye“. Esta, por sua vez, retrata o suicídio e o desespero de querer aproveitar os últimos momentos com quem amamos. Uma forma de despedida rápida antes do mal acontecer.
Não é de todo uma fase que Billie esteja a passar. A cantora partilhou com a Genius’ que muitas vezes, escreve sobre os problemas das outras pessoas. Nem sempre as músicas são sobre as fases que os compositores estão a passar, não é mesmo?
«You don’t have to go through anything to write about it, or you can go through everything and write about something else.»
5. &burn
Em parceria com o rapper Vince Staples é uma versão do single “watch” e também uma sequela. Diria que é sobre destino. O que tiver de acontecer, acontecerá. Se tivesse sido para ser, já teria acontecido. Relata também alguém que foi embora e ainda deixou tanto. É também não querer deixar que esse amor desvaneça e se apague. Retrata na perfeição um pouco da sociedade atual. Amor falso, falsas esperanças, querer voltar atrás no tempo e fazer diferente.
6. Six feet under
Superar alguém é sempre muito complicado e não é tão rápido quanto gostaríamos. Ainda que tenhamos saudades dos momentos e da pessoa, sabemos que essa mesma não nos faz bem. Six feet under é como se esse cujo “amor” tivesse morrido e não tem como florescer, novamente.
Tentar um reconcilio nunca é opção. Sabemos o quão mau isso pode-se tornar. Além do mais, não há milagres. As pessoas não mudam assim tanto, de um momento para o outro. Na maioria das vezes, irão cometer os mesmos erros e ter as mesmas falhas.
Quando alguém morre, outra nasce. A que morreu não vai voltar para passar mais um tempinho connosco. É praticamente a mesma coisa. É doloroso, porém precisam mesmo de superar para se curarem! Se estiveram numa situação semelhante, reflitam sobre isto.